Sistema de Esgotamento Sanitário

Escrito por Luis Filipe Silva Ferreira, bacharel em Ciência e Tecnologia e graduando em Engenharia Civil pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).


Falar da Construção Civil, sem mencionar a importância do sistema de esgotamento sanitário (SES) é algo impossível, o sistema é definido com um conjunto de instalações e obras e serviços para que a coleta, o transporte, o tratamento e a disposição final do esgoto possam ser proporcionados de forma adequada à comunidade. Mas para que aconteça uma correta implementação as normas que existem devem ser respeitadas e compreendidas.


Figura 1 – Sistema (SES)

Fonte: Pereira e Soares (2006)


No Brasil existe a NBR-9648 (ABNT, 1986) Definição: “É o conjunto de condutos, instalações e equipamentos destinados a coletar, transportar, condicionar e encaminhar, somente esgoto sanitário, a uma disposição final conveniente, de modo contínuo e higienicamente seguro.” De modo geral um Sistema de Esgotamento Sanitário é composto por diversas unidades, dentre elas:

  • Ligação domiciliar: estruturas responsáveis por retirar os esgotos das residências e transportá-los até a rede coletora.

  • Rede coletora de esgoto sanitário: sistema fechado que transporta os esgotos das ligações domiciliares até as demais unidades do sistema. A rede coletora é composta por coletores-tronco que são as tubulações maiores que recebem os esgotos de diversas redes, por gravidade, já os interceptores são os efluentes sanitários dos coletores tronco, vão para os interceptores, que são tubulações maiores, que seguem para uma Estação de Tratamento de Esgotos – ETE.

  • Estação elevatória: é o conjunto de bombas e acessórios instalados com o objetivo de transportar o esgoto, de um nível baixo para um mais elevado.

  • Linha de Recalque: tubulação que transporta o esgoto bombeado, ou seja, tubulação instalada após a estação elevatória.

  • Estação de Tratamento de Esgoto - ETE: unidade responsável por realizar o tratamento dos esgotos e devolvê-los ao meio ambiente em boas condições.

De modo amplos todos os processos de tratamento dos esgotos são formados por uma série de etapas para a remoção de poluentes, com a intenção de garantir o adequado lançamento do esgoto tratado em um corpo hídrico (lagos, rios, córregos), com a qualidade desejada e no padrão estabelecido pela legislação vigente. Os sistemas convencionais possuem três variantes:

  • sistema unitário ou combinado, no qual as águas pluviais, os esgotos sanitários e as águas de infiltração - água do subsolo que infiltra no sistema pela tubulação e órgãos acessórios - são coletadas numa mesma tubulação até a estação de tratamento de esgoto;

  • sistema separador parcial, no qual são coletados os esgotos sanitários, as águas de infiltração e as águas pluviais provenientes dos telhados e pátios das residências numa mesma tubulação até a estação de tratamento de esgoto;

  • e o sistema separador absoluto, no qual os esgotos sanitários e as águas de infiltração são transportados em um sistema e as águas pluviais são coletadas independente pelo sistema de drenagem.

De modo amplos todos os processos de tratamento dos esgotos são formados por uma série de etapas para a remoção de poluentes, com a intenção de garantir o adequado lançamento do esgoto tratado em um corpo hídrico (lagos, rios, córregos), com a qualidade desejada e no padrão estabelecido pela legislação vigente. Os sistemas convencionais possuem três variantes:

  • sistema unitário ou combinado, no qual as águas pluviais, os esgotos sanitários e as águas de infiltração - água do subsolo que infiltra no sistema pela tubulação e órgãos acessórios - são coletadas numa mesma tubulação até a estação de tratamento de esgoto;

  • sistema separador parcial, no qual são coletados os esgotos sanitários, as águas de infiltração e as águas pluviais provenientes dos telhados e pátios das residências numa mesma tubulação até a estação de tratamento de esgoto;

  • e o sistema separador absoluto, no qual os esgotos sanitários e as águas de infiltração são transportados em um sistema e as águas pluviais são coletadas independente pelo sistema de drenagem.

Todo esgoto sanitário coletado deve ser encaminhado até a unidade de tratamento, para remoção dos materiais e compostos poluentes/contaminantes. Essa unidade é baseada em operações físicas combinadas com processos químicos e/ou biológicos, sendo o efluente líquido tratado retornado ao meio ambiente, na maioria das vezes é lançado em corpo d’água próximo da estação de tratamento.



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REFERÊNCIAS


PEREIRA, J.A.R; SOARES, J.M. Rede coletora de esgoto sanitário: projeto, construção e operação. Belém: NUMA/UFPA; EDUFPA, 2006.

https://www.codevasf.gov.br/acesso-a-informacao/institucional/biblioteca-geraldo-rocha/publicacoes/manuais/manual-de-comunicacao-e-organizacao-social-esgotamento-sanitario.pdf

Pmf.sc.gov.br/sistemas/Infraestrutura/

https://saae.sp.gov.br/ampliacao-do-sistema-de-esgotamento-sanitario/


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