Recuperação de Estruturas de Concreto

Escrito por Daniela Rocha Cordeiro sob orientação dos professores Alcino de Oliveira Costa e Iara Ferreira de Rezende Costa.

É comum, que com o passar dos anos, estruturas de concreto comecem a apresentar manifestações patológicas. Estas podem ser causadas por diversos fatores, como erros nos projetos, má execução dos serviços, falta de manutenção, ou em função de ações intempéries, originando desgaste, infiltração, oxidação das armaduras, dentre outros.


Atualmente, a corrosão das armaduras costuma ser a patologia mais encontrada nas edificações, quando não tratada rapidamente pode alcançar estágios avançados, comprometendo não só a estética, mas também a segurança da estrutura.


As variáveis que intervêm no processo de corrosão das armaduras têm diferentes fontes. A corrosão eletroquímica é o tipo de deterioração que ocorre em estruturas de concreto armado. Essa corrosão é baseada na existência de um desequilíbrio elétrico entre os metais diferentes ou entre distintas partes do mesmo metal, formando o que se chama de pilha de corrosão ou célula de corrosão. Quando esse processo se inicia, ocorre o surgimento de fissuras e lascamento no concreto, que são manifestações resultante da expansão da armadura em processo de corrosão.


O autor José Eduardo de Aguiar, expõe em seu trabalho de Metodologia de Diagnósticos de Patologias que antes da execução dos serviços de recuperação estrutural, deve-se seguir rigorosamente uma metodologia de diagnósticos de patologias para avaliação do estágio de corrosão das armaduras. Pode ser ressaltada também a importância de seguir a NBR 6118: 2014 - Projeto de Estruturas de Concreto, que dispõe os requisitos do cobrimento mínimo das armaduras (AGUIAR, 2016).


Neste cenário, a recuperação de estruturas surge como um forte segmento de Mercado da Construção Civil e busca atender a necessidade de reestabelecer as condições originais das estruturas danificadas. Assim, o procedimento de recuperação ocorre da seguinte forma:

  • Remoção do cobrimento das regiões afetadas;

  • Retirada com ajuda mecânica (martelete) e manual (talhadeiras, ponteiras e marretas) as partes desagregadas e soltas;

  • Execução de sulcos em volta das armações oxidadas permitindo a execução dos processos mitigadores;

  • Limpeza da estrutura de concreto armado com escovas de aço, espátulas, lixas e talhadeiras garantindo distância para recobrimento;

  • Aplicação de antioxidantes nas ferragens oxidadas;

  • Escovar, lixar e limpar as ferragens oxidadas;

  • Em casos em que o aço perdeu mais que 10% de sua seção é necessário o complemento do mesmo;

  • Proteção das armaduras por passivação, inibição catódica e formação de barreira impermeável das partes lesionadas, com aplicação de pintura cimentícia inibidora de corrosão;

  • Aplicação de ponte de aderência base cimentícia;

  • Recobrimento com envolvimento da parte inferior e lateral das ferragens com argamassa própria para recomposição estrutural, dosada com aditivos especiais, polímeros acrílicos e fibras com alto poder de adesão e consistência tixotrópica;

  • Aplicação de chapisco com aditivo acrílico (quando houver existência de reboco);

  • Reconstituição do reboco quando necessário.

Figura 01: Processo da recuperação de pilares

Fonte: Arquivo pessoal, 2020.



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REFERÊNCIAS


ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2014. NBR 6118: Projeto de estruturas de concreto – Procedimento p .238. Rio de Janeiro, 2014.


AGUIAR, J. E. Metodologia de Diagnósticos de Patologias. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2016.


RESEN, G.A. Recuperação de Estruturas de Concreto Armado: Técnicas e materiais para prolongar a vida útil. Pontifícia - Universidade Católica de Minas Gerais. PETORREB, 2018.










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