Mapeamento Geológico e Mapeamento Geotécnico. Quais informações os mapeamentos devem trazer?

Atualizado: Mai 16

Escrito por Jayne Francielle Santana Gurgel sob orientação dos professores Alcino de Oliveira Costa Neto e Iara Ferreira de Rezende Costa.



O mapeamento geológico envolve a realização e o registro de observações geológicas objetivas - em campo - para a produção de um mapa geológico. Além de orientar descobertas de recursos minerais, os mapas geológicos servem para subsidiar o gerenciamento de recursos hídricos, o ordenamento territorial, a identificação de áreas de risco e as ações que objetivam a proteção do meio ambiente.


O mapeamento geológico é fundamento para qualquer projeto de exploração. Para ser efetiva, uma exploração necessita da compreensão aprofundada sobre os controles estrutural e litológico da mineralização. Essa compreensão pode ser obtida através do mapeamento geológico nos estágios iniciais do programa de exploração. O mapeamento é uma ferramenta de excelente custo-benefício, capaz de aumentar a produtividade do projeto, proporcionando benefícios tangíveis para todos programas de exploração.


O mapeamento geotécnico constitui um método para apresentar cartograficamente informações geológicas-geotécnicas para fins de planejamento e uso do território e também para fins de projetos, construção e manutenção de obras de Engenharia. Logo, além dos dados inerentes à natureza de um mapa geológico, o mapa geotécnico inclui dados relativos à natureza de um mapa geológico e inclui dados relativos às características e propriedades do solo e subsolo de um determinado local para avaliar seu comportamento, bem como prever o comportamento e os prováveis problemas geológico-geotécnicos decorrentes da sua utilização em projetos de Engenharia. (Vallejo et al., 2002).


Independentemente do tipo de mapa, eles devem incluir uma série de informações básicas, tais como:


  • Topografia e toponímia;

  • Distribuição e descrição das unidades geológicas;

  • Espessura de solos;

  • Formações superficiais e rocha alterada;

  • Descontinuidades e dados estruturais;

  • Classificação geotécnica dos solos e rochas;

  • Propriedades dos solos e rochas;

  • Condições hidro-geológicas e geomorfológicas;

  • Processos dinâmicos;

  • Investigações prévias existentes;

  • Riscos geológicos (Vallejo et al., 2002).


A observação direta in loco será sempre insubstituível e imprescindível para um projeto de obra civil. Fossen (2012) destaca que: "É difícil exagerar a importância das tradicionais observações de campo de rochas deformadas e suas estruturas. As rochas contêm mais informações do que seríamos capazes de extrair delas, e o sucesso de qualquer modelo físico ou numérico se baseia na precisão das observações de campo. A abordagem direta das rochas e de suas estruturas, sem filtros ou interpretações de especialistas ou programas de computação, ainda tem valor inestimável".


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REFERÊNCIAS


CONCEITO de Mapeamento Geológico e Mapeamento Geotécnico. Quais informações os mapeamentos devem trazer? Suporte Solos, 2019. Disponível em: http://www.suportesolos.com.br/blog/conceito-de-mapeamento-geologico-e-mapeamento-geotecnico-quais-informacoes-os-mapeamentos-devem-trazer/172/. Acesso em: 14 mai. 2020.


MAPEAMENTO geológico aponta caminhos para o desenvolvimento econômico do país. Serviço Geológico do Brasil – CPRM, 13 de agosto de 2019. Disponível em: https://www.cprm.gov.br/publique/Noticias/Mapeamento-geologico-aponta-caminhos-para-o-desenvolvimento-economico-do-pais-5520.html. Acesso em: 14 mai. 2020.


VALLEJO, L.I.G.; FERRER, M; OUTUÑO, L. Oteo, C. Ingenéría geológica. Madrid: Pearson Educación, 2002.

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