Dispositivos de proteção para instalações elétricas residenciais

Atualizado: Abr 18


Você sabe a diferença entre um Disjuntor Termomagnético (DTM) e um Interruptor Diferencial Residual (IDR)?


O vídeo abaixo apresenta esta diferença na prática, mostrando como cada dispositivo se comporta em caso de choques elétricos.


Para garantir uma instalação elétrica segura e dentro das diretrizes da NBR5410/2004, é necessária a utilização de dispositivos de segurança para a proteção dos circuitos da residência, tanto contra choques quanto sobreaquecimento ou surtos de corrente ou tensão.


Acompanhe nosso artigo para saber um pouco mais sobre o Disjuntor Termomagnético (DTM) e o Interruptor Diferencial Residual (IDR).



Quando um circuito elétrico é submetido a uma carga excessiva por um período prolongado de tempo, ocorre um sobreaquecimento dos condutores envolvidos, que pode se propagar inclusive para condutores próximos. Do mesmo modo, um curto-circuito gera um pico de corrente capaz de aquecer os condutores muito mais rapidamente.


Para evitar o desgaste ou mesmo a queima dos condutores da instalação, todo circuito residencial deve ser protegido com um disjuntor termomagnético, responsável por interromper o funcionamento de circuitos assim que eles apresentarem picos muito altos de corrente ou sinais de sobreaquecimento.


A proteção contra curto-circuito se deve a uma bobina instalada nesse tipo de disjuntor, com a variação brusca da corrente elétrica, característica de uma situação de curto-circuito, onde temos também uma forte variação do campo magnético. Se essa variação for suficiente para mover o núcleo de ferro do disjuntor, haverá interrupção mecânica do circuito.


A proteção contra sobrecarga é possível graças a um segundo mecanismo, composto por um atuador bimetálico. Esse atuador é composto por duas placas metálicas em contato, que se deformam e abrem o circuito caso sofram sobreaquecimento.


A proteção contra choque elétrico é também indispensável numa instalação que segue as normas da NBR5410/2004. Para esse fim, é necessário o uso de um interruptor diferencial residual, capaz de detectar fugas de correntes (também chamadas de faltas), ou seja, diferenças entre a corrente que entra e a corrente que sai do dispositivo.


Essa diferença significa que uma parte da corrente que deveria circular pelo circuito foi desviada de sua trajetória e volta para o dispositivo com essa parte faltando. Isso pode ocorrer devido a um choque elétrico ou falhas de isolação.


O ideal é que além do DTM haja também um IDR para cada circuito elétrico do quadro de força. No entanto o custo desse dispositivo é consideravelmente alto e usar vários deles encarece bastante o projeto.


Uma solução também prevista em norma é a utilização de um único IDR na proteção geral, que apesar de ser mais barato, conta com a inconveniência de desarmar toda a instalação no caso da detecção de uma falta.


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