ANOTA AÍ: Aspectos a serem analisados no estudo dos recalques em fundações

O presente artigo tem o intuito de apresentar alguns conceitos observados no estudo do comportamento das deformações da camada de suporte de solo em que a fundação está assentada, o que se relaciona com a ocorrência do recalque nas fundações.

Nesse sentido, de acordo com Mattos (2004), para que uma fundação responda sem falhas a uma determinada solicitação, devem ser observados quatro aspectos principais, a saber:


  • O terreno deve permanecer íntegro frente às solicitações, bem como o material constituinte da fundação também;

  • As deformações e deslocamentos devem estar de acordo com o projetado para a edificação, não excedendo os limites normatizados;

  • Não causar interferências prejudiciais às fundações vizinhas;

  • Deve também atender aos aspectos econômicos, visando os aspectos técnicos com o menor custo.

No estudo dos deslocamentos ocasionados pelos recalques diferenciais, verifica-se que os mesmos impõem à estrutura distorções angulares que são obtidas através da Equação 1, apresentada a seguir, onde sua condição inicial pode ser verificada quando o desaprumo é aproximadamente zero.




Ainda seguindo essa análise, estas distorções estão associadas a danos visualizados nas estruturas como fissuras e riscos estruturais. Segundo Bjerrum (1963), as consequências das distorções angulares podem ser classificadas conforme presentado na Figura 1.

Figura 1 - Danos causados por distorções angulares.

Fonte: Lopes e Oliveira, 2020.

Análises acerca da velocidade do recalque diferencial são de suma importância na análise do recalque ao longo do tempo. A unidade de medida utilizada para quantificar essa velocidade é μm/dia, que expressa a velocidade do recalque em milésimos de milímetro por dia. Os valores dessa velocidade são influenciados por vários fatores, o mais importante é como o solo se comporta frente as cargas a ele transmitidas. Milititski, Consoli e Schnaid (2015) apresentam em seu estudo, uma série de valores de referência, apresentados na Figura 2.

Figura 2 – Velocidades de recalque observadas em estruturas.

Fonte: Lopes e Oliveira, 2020.

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